Vi um homem sentado num trono excelso; a multidão dos Anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo nome e império permanecem eternamente.
Naqueles dias, 9Ana levantou-se depois de ter comido e bebido em Silo. Ora, o sacerdote Eli estava sentado em sua cadeira à porta do templo do Senhor.
10 Ana, com o coração cheio de amargura, orou ao Senhor, derramando copiosas lágrimas.
11 E fez a seguinte promessa, dizendo: “Senhor todo-poderoso, se olhares para a aflição de tua serva e te lembrares de mim, se não te esqueceres da tua escrava e lhe deres um filho homem, eu o oferecerei a ti por todos os dias de sua vida, e não passará navalha sobre a sua cabeça”.
12 Como ela se demorasse nas preces diante do Senhor, Eli observava o movimento de seus lábios.
13 Ana, porém, apenas murmurava; os seus lábios se moviam, mas não se podia ouvir palavra alguma. Eli julgou que ela estivesse embriagada; 14por isso lhe disse: “Até quando estarás bêbada? Vai tirar essa bebedeira!”
15 Ana, porém, respondeu: “Não é isso, meu senhor! Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho nem outra coisa que possa embebedar, mas desafoguei a minha alma na presença do Senhor.
16 Não julgues a tua serva como uma mulher perdida, pois foi pelo excesso da minha dor e da minha aflição que falei até agora”.
17 Eli então lhe disse: “Vai em paz e que o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste”.
18 Ela respondeu: “Que tua serva encontre graça diante dos teus olhos”. E a mulher foi embora, comeu e o seu semblante não era mais o mesmo.
19 Na manhã seguinte, ela e seu marido levantaram-se muito cedo e, depois de terem adorado o Senhor, voltaram para sua casa em Ramá. Elcana uniu-se a Ana, sua mulher, e o Senhor lembrou-se dela.
20 Ana concebeu e, no devido tempo, deu à luz um filho e chamou-o Samuel, porque – disse ela – “eu o pedi ao Senhor”.
– Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação.
– O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.
– É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.
– O Senhor ergue do pó o homem fraco e do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.
21 Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar.
22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da lei.
23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus”.
25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”
26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.
27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo, dado com autoridade: ele manda até nos espíritos maus e eles obedecem!”
28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.
Junto de vós, Senhor, está a fonte da vida, e em vossa luz veremos a luz. (Sl 35, 10)